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	<title>Portugal Notável. Os mais belos lugares. Guia das melhores Viagens na Minha Terra...</title>
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	<description>Este guia turístico online da a conhecer os mais belos locais de Portugal. Este guia turístico também lhe irá fornecer os melhores alojamentos.</description>
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		<title>De novo voltamos ao velhinho Portugal Notável</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Aug 2010 14:30:01 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Depois de muitos pedidos voltamos ao nosso antigo domínio www.portugalnotavel.com. Este Turismo de Portugal manter-se-á em online mais alguns meses, no entanto todos os conteúdos novos, para além dos antigos existentes encontram-se no novo www.portugalnotavel.com. Boas leituras e melhores viagens.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de muitos pedidos voltamos ao nosso antigo domínio <a href="http://www.portugalnotavel.com/">www.portugalnotavel.com</a>. Este Turismo de Portugal manter-se-á em online mais alguns meses, no entanto todos os conteúdos novos, para além dos antigos existentes encontram-se no novo <a href="http://www.portugalnotavel.com/">www.portugalnotavel.com</a>. Boas leituras e melhores viagens.</p>
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		<title>Os 10 mais belos locais do Sotavento algarvio</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Aug 2010 23:07:51 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Se está em férias no Algarve Oriental estes são os sítios que não deve perder porque garanto que ao visita-los serão gravados, para sempre, na sua memória.
Alguns destes locais já foram descritos no portugalnotavel.com outros serão brevemente. Tem a vantagem, em relação ao barlavento algarvio de ter uma menor densidade humana e a paisagem conservar ainda alguns [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Se está em férias no Algarve Oriental estes são os sítios que não deve perder porque garanto que ao visita-los serão gravados, para sempre, na sua memória.<br />
Alguns destes locais já foram descritos no portugalnotavel.com outros serão brevemente. Tem a vantagem, em relação ao barlavento algarvio de ter uma menor densidade humana e a paisagem conservar ainda alguns sinais de ruralidade tradicional. As praias são maravilhosas e a gastronomia magnífica. Comece agora a coleccionar na sua memória estes 10 lugares notáveis de Portugal.<br />
<strong>1-Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António (**)</strong><br />
Este sapal, que margina o rio Guadiana, apresenta um riquíssimo ecossistema, com magníficas salinas. Dispõe de um óptimo centro de interpretação para acolhimento e orientação dos visitantes.<br />
<strong>2-Castelo de Castro Marim (**)</strong><br />
O Castelo de Castro Marim, é a seguir ao de Silves (***), o mais belo do Algarve. Foi sede dos Templários e encontra-se integrado na Reserva Natural do Sapal de Castro Marim. A paisagem que se avista sobre o rio, a zona do Sapal, a serra xistenta algarvia, Ayamonte, as salinas e as praias daquele litoral, é magnífica.<br />
<strong>3-Conjunto de praias entre a Foz do Rio Guadiana e a Manta Rota (**)</strong><br />
Nesta enorme faixa de areia, as praias sucedem-se: Manta Rota, Lota, Alagoa (Altura), Verde, Cabeço, Monte Gordo e de Santo António. O mar é calmo de temperaturas amenas, com rondam os 24 ºC e as areias são finas e douradas.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.turismodeportugal.net/wp-content/uploads/2010/08/cacela-velha.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-869" title="cacela-velha" src="http://www.turismodeportugal.net/wp-content/uploads/2010/08/cacela-velha-300x175.jpg" alt="cacela velha 300x175 Os 10 mais belos locais do Sotavento algarvio" width="300" height="175" /></a><strong>4-Conjunto paisagístico e patrimonial de Cacela Velha (***)</strong><br />
É simplesmente um dos locais mais belos de toda a costa portuguesa.<br />
<strong>5-Centro Histórico de Tavira (**)</strong><br />
Com as suas 37 igrejas, os edifícios com carácter, o rio Gilão, os telhados em tesoura é a cidade mais bela do Algarve. Imperdiveis são a Igreja da Misericórdia (*), a subida ao Castelo e as suas belas praças.<br />
<strong>6-As 5 Ilhas do Parque Natural da Ria Formosa (Cabanas, Tavira,</strong> <strong>Fuzeta-Armona,  Culatra-Farol e Deserta)</strong><br />
Estas ilhas constituem extensos e estreitos areais dourados com praias paradisíacas. As quatro primeiras ilhas estão descritas neste site.<br />
<strong>7- Passeio de Barco no Parque Natural da Ria Formosa</strong><br />
Deambule no sistema lagunar da Ria Formosa, no labirinto de sapais, canais, zona de vasa e ilhotas a bordo do Pegasus que ainda o pode levar a ver os golfinhos em alto mar e garanto-lhe que será uma experiência única.<br />
<strong>8- Monte Figo/Cerro de São Miguel</strong> <strong>(***)</strong><br />
È simplesmente um dos mais miradouros de Portugal e que contem segredos relacionados com deuses fenícios e com Lúcifer.<br />
<strong>9- Ruínas Romanas de Milreu (***)</strong><br />
Contem o mais belo templo romano em Portugal, dedicado a divindades aquáticas. Os seus mosaicos são únicos em todo o Império romano.<br />
<strong>10- Centro Histórico de Faro (*)</strong><br />
O centro histórico da capital algarvia é um tesouro olvidado pelos portugueses. Aconselho vivamente a conhecerem a Sé de Faro, com o panorama notável da torre sineira (*), o Museu Arqueológico e Lapidar Infante Dom Henrique (**), instalado no Convento da Nossa Senhora da Assunção com o seu elegante claustro e a sua secção romana com o famoso mosaico do Oceano (*); ou ainda a igreja de Nossa Senhora do Carmo (*).<br />
Boas férias!</p>
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		<title>Igreja do Antigo Mosteiro de Jesus e claustro (***) (Setúbal) (1ª parte)</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Aug 2010 00:59:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Castela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A igreja do Convento de Jesus com o seu claustro (*) e museu (**) é o mais importante monumento da bela cidade de Setúbal e um dos marcos primaciais do estilo que se designou por “Manuelino”.
O Convento de Jesus de Setúbal foi fundado pela ama de D. Manuel I em 1490 (quando este era apenas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A <strong>igreja do Convento de Jesus</strong> com o seu claustro (*) e museu (**) é o mais importante monumento da bela cidade de Setúbal e um dos marcos primaciais do estilo que se designou por “Manuelino”.<br />
O <strong>Convento de Jesus de Setúbal</strong> foi fundado pela ama de D. Manuel I em 1490 (quando este era apenas duque de Beja e administrador da Ordem de Cristo), para uso de freiras clarissas em clausura, que viveriam segundo a regra franciscana. “É o rei Dom João II quem no ano seguinte, após visita às obras, assume o encargo das mesmas e manda ampliar consideravelmente o projecto inicial (com novos alicerces e segunda fundação), entregando a condução das obras a Diogo de Boitaca, que aqui realiza o seu primeiro trabalho no país. Este mestre foi um dos principais impulsionadores do estilo que se iria designar no século XIX por “Manuelino”.<br />
“A primeira cabeceira da igreja estaria concluída em 1495, aquando da morte de D. João II; o corpo foi terminado pouco tempo depois, contando já com o patrocínio de D. Manuel, que determinou serem erguidas três naves abobadadas, em vez da projectada nave única com tecto de madeira. A ocupação do convento anexo pelas freiras clarissas, em meados de 1496, atesta da rapidez com que a obra avançou, embora a cabeceira joanina ainda tenha sido refeita, por se considerar demasiado pequena, na primeira década de quinhentos.<br />
“O conjunto conventual ergue-se no que era então zona extra-muros do burgo, conforme hábito dos edifícios mendicantes; a sua fachada recebeu considerável nobilitação com a doação feita por D. Jorge de Lencastre, filho bastardo de D. João II e Mestre da Ordem de Santiago, do extenso terreno fronteiro, ainda na primeira metade do século XVI, onde mandou erguer um cruzeiro”.1<br />
A fachada tem platibanda manuelina rendilhada e pináculos espiralados, assentes em contrafortes que ajudam a suportar as paredes da igreja e ao mesmo tempo fornecem alguma estética. A fachada tem ainda, um janelão na nave e outro, maior e muito decorado, iluminando a capela-mor, ambos góticos-manuelinos e o portal.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.turismodeportugal.net/wp-content/uploads/2010/08/convento-de-jesus-setubal.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-862" title="convento de jesus setubal" src="http://www.turismodeportugal.net/wp-content/uploads/2010/08/convento-de-jesus-setubal-300x225.jpg" alt="convento de jesus setubal 300x225 Igreja do Antigo Mosteiro de Jesus e claustro (***) (Setúbal) (1ª parte)" width="300" height="225" /></a><strong>Portal da Igreja de Jesus</strong> (*)<br />
Entre dois contrafortes levanta-se o portal inscrito em gablete, voltado a Sul que é rico de simbolismo. É formado por arquivoltas ogivais com baldaquinos e enquadrado por dois contrafortes decorados com motivos góticos, edículas e finas colunas adossadas. Estavam aqui imagens, já desaparecidas (talvez os apóstolos, encarregados de difundir a mensagem de Cristo). Se tem algum tempo descubra num dos capitéis os 5 besantes, que tanto remetem para o escudo régio como para as 5 chagas de Cristo (símbolo franciscano) e noutros dois capitéis, uma corda (o cordão franciscano) e uma cadeia (sinónimo de clausura). Repare ainda nos 12 yotas que se vêm numa arquivolta que remetem para a abreviatura do nome de Jesus ou mesmo para o nome da aia de Dom Manuel-Justa Rodrigues. Mais evidentes são os dois alfas no tímpano inseridos em óculos vazados. Segundo interpretação de Fernando Baptista Pereira este conjunto de letras simboliza as três partes da Santíssima Trindade. Assim o alfa corresponderia ao Mistério da Criação, ou seja, a Deus, o yota ao Mistério da Encarnação, ou seja, ao Filho Jesus, e o círculo ao Espírito Santo. Este simbolismo repetir-se-ia nas três esferas que coram a platibanda da igreja e nos três toros das magníficas colunas (*) enroladas sobre si, ou seja, formando uma só coluna, o que traduziria o dogma da Trindade, Una e Trina.<br />
<strong>O Interior da Igreja</strong><br />
A Igreja tem três naves, cobertas por abóbadas de meio-berço, que se elevam a mesma altura, sendo por isso uma igreja salão, como são a <strong>igreja do Mosteiro dos Jerónimos</strong> (*****) ou a <strong>igreja matriz de Torre de Moncorvo</strong> (**). A igreja foi a primeira igreja-salão erguida em Portugal. As seis colunas torsas (*), em brecha da Arrábida polida, que suportam a abóbada são admiráveis. As seis colunas podem representar os seis dias da criação e os três cordões de cada coluna, como já se disse a Santíssima Trindade.<br />
<strong>A capela-mor da Igreja de Jesus</strong> (*)</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.turismodeportugal.net/wp-content/uploads/2010/08/convento-de-jesus-aboboda-da-capela-mor.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-863" title="convento de jesus aboboda da capela-mor" src="http://www.turismodeportugal.net/wp-content/uploads/2010/08/convento-de-jesus-aboboda-da-capela-mor-300x225.jpg" alt="convento de jesus aboboda da capela mor 300x225 Igreja do Antigo Mosteiro de Jesus e claustro (***) (Setúbal) (1ª parte)" width="300" height="225" /></a>A capela-mor é revestida de azulejos de caixilho e nela foi instalado, em 1520-1530, um retábulo de pintura (**) &#8211; considerado como um dos mais notáveis conjuntos da Arte do Renascimento em Portugal &#8211; que se encontra exposto no Museu Municipal de Setúbal, anexo à Igreja.<br />
A capela-mor é mais alta e tem uma abóbada maravilhosa e complexa com nervuras curvas a definirem um quadrifólio- ou seja uma flor de 4 pétalas, contendo um cruz; a flor pode representar Jesus e cruz o objecto onde foi crucificado.<br />
 As obras demoram bastante tempo porque os vitrais só foram colocados em 1539. Não é de descurar a hipótese da ter sido construída pelos mesmos mestres do <strong>Mosteiro dos Jerónimos</strong>.<br />
Na cripta funerária destaca-se o conjunto de azulejos mudéjares de fabrico sevilhano.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.turismodeportugal.net/wp-content/uploads/2010/08/convento-jesus-1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-864" title="convento jesus 1" src="http://www.turismodeportugal.net/wp-content/uploads/2010/08/convento-jesus-1-225x300.jpg" alt="convento jesus 1 225x300 Igreja do Antigo Mosteiro de Jesus e claustro (***) (Setúbal) (1ª parte)" width="225" height="300" /></a>São muito importantes em toda a igreja elementos decorativos feitos ainda com gosto tardo-gótico, mas evidenciando já um naturalismo exacerbado, mas repletos de sentido espiritual: é o caso das trompas do ângulo da capela-mor, do nicho do sacrário parietal, do nicho-altar da sacristia e da janela cega na capela-mor-é o alvor do manuelino.<br />
<strong>O claustro do Convento de Jesus (*)</strong><br />
O claustro (*) que não é visitável excepto para eventos pontuais, tem grandes dimensões, com dois pisos e arcadas com arcos ogivais. Tem um lavabo quadrangular composto por arcos geminados e assentes em colunas oitavadas, a abóbada é plana com grandes chaves, sendo as nervuras muito grossas. As colunas têm capiteis com decoração vegetalista de alcachofra, parra e uvas e de mísulas com boa escultura de cabeças humanas.<br />
<strong>Painéis de azulejo da nave da igreja de Jesus (*)</strong><br />
A qualidade artística destes painéis azuis e brancos é mediana e o seu impacto visual escapa a primeira atenção do turista mais incauto, deslumbrado por exemplo com as colunas torsas ou com a abóbada da capela-mor, no entanto o conjunto de painéis constitui um dos mais notáveis e insólitos conjuntos da azulejaria historiada do século XVIII retratando alguns passos da litania da Virgem Maria. Os azulejos barrocos retratam alegorias de alguma forma enigmáticas baseadas num livro devoto de gravuras da época-“Elogia Mariana” de A. C. Redélio. Dos 12 todos eles a merecerem o nosso olhar atento, descrevemos de forma simplificada apenas uma a da <em>Turris Eburnea</em>. Aqui mostra-se a Virgem e o Menino assentes nas costas de um elefante que espezinha um dragão enquanto Cristo expulsa do céu os anjos do mal; ao longe vê-se a representação da Torre de Babel simbolizando o desarrumo da Humanidade. Os painéis executados após o terramoto de 1755 eram 25 no entanto a Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, de acordo com o gosto da época a igreja foi alvo de um restauro purista retirando barbaramente os painéis que faltam.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.turismodeportugal.net/wp-content/uploads/2010/08/convento-de-jesus-setubal-1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-865" title="convento de jesus setubal 1" src="http://www.turismodeportugal.net/wp-content/uploads/2010/08/convento-de-jesus-setubal-1-300x275.jpg" alt="convento de jesus setubal 1 300x275 Igreja do Antigo Mosteiro de Jesus e claustro (***) (Setúbal) (1ª parte)" width="300" height="275" /></a>Estes painéis, que ainda sobram, são espectaculares pela sua complexidade e simbolismo e foram inspirados na Bíblia, na simbologia das plantas, no exotismo e porque não dize-lo, também na alquimia.<br />
A decoração e a arquitectura do <strong>Convento de Jesus</strong> é realmente original e ajudou a lançar definitivamente a “moda do Manuelino”.<br />
Não pode deixar de visitar ainda no Convento, em antigas dependências o <strong>Museu Municipal de Setúbal</strong> que alberga o extraordinário conjunto de painéis de pintura portuguesa (**) assinados por Jorge Afonso. Como o artigo já vai longo terá uma continuação, porque estas pinturas merecem toda a nossa atenção, a minha e a vossa, porque aqui os olhos saciam-se.</p>
<p style="text-align: justify;">1- Fonte: site do <a href="http://www.igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimovel/detail/70218/">Igespar</a></p>
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		<title>São três as boas notícias para o Património Notável de Portugal, duas envolvendo a região do Baixo Côa (distrito da Guarda) e outra o Brasil</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Aug 2010 18:00:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Castela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[São três as boas notícias para o Património Notável de Portugal, duas envolvendo a região do Baixo Côa (distrito da Guarda) e outra o Brasil.
-Foi recentemente inaugurado o Museu do Côa. O museu desenvolve-se ao longo de quatro pisos que englobam auditório, serviço educativo, área administrativa, loja e salas expositivas.
Abriu as portas 15 anos depois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>São três as boas notícias para o Património Notável de Portugal, duas envolvendo a região do Baixo Côa (distrito da Guarda) e outra o Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">-Foi recentemente inaugurado o Museu do Côa. O museu desenvolve-se ao longo de quatro pisos que englobam auditório, serviço educativo, área administrativa, loja e salas expositivas.<br />
Abriu as portas 15 anos depois da polémica que suspendeu a construção da barragem devido aos protestos de ambientalistas e de especialistas em arte rupestre.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.turismodeportugal.net/wp-content/uploads/2010/08/sergipe.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-859" title="sergipe" src="http://www.turismodeportugal.net/wp-content/uploads/2010/08/sergipe-300x200.jpg" alt="sergipe 300x200 São três as boas notícias para o Património Notável de Portugal, duas envolvendo a região do Baixo Côa (distrito da Guarda) e outra o Brasil" width="300" height="200" /></a>O equipamento cultural passa a ser o principal ponto de acolhimento do Parque Arqueológico do Vale do Côa (PAVC).<br />
Foi construído com o objectivo de divulgar e contextualizar os achados arqueológicos do vale do Côa descobertos em 1994 e que estiveram na origem da suspensão das obras de construção da barragem.<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="400" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/QlZAyH2wGM97ao0R6YGw/mov/1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="350" src="http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/QlZAyH2wGM97ao0R6YGw/mov/1" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
- Ainda recentemente relacionado com o Parque Arqueológico do Vale do Côa (*****) foi aprovada a candidatura espanhola a Património Mundial da Humanidade, no sentido de ser criada a extensão da zona rupestre de Siega Verde (***), em Espanha, na contiguidade com o Parque Arqueológico do Vale do Côa, foi uma decisão muita aguarda pelos responsáveis do Parque e do Igespar. A par da inauguração do Museu do Côa a aprovação desta extensão confere, ainda mais, um carácter internacional ao Parque.<br />
- Por último na última convenção da UNESCO, a Praça de São Francisco, em São Cristóvão, no estado de Sergipe, no Nordeste brasileiro, foi um dos 21 bens aprovados como Património Mundial durante o encontro anual do Comité do Património Mundial da UNESCO, que na terça-feira terminou em Brasília. O Brasil passa assim a contar com 18 bens Património Mundial e Portugal junta aos 13 locais em território nacional o 23.º bem de origem portuguesa no mundo com esta distinção da UNESCO.</p>
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		<title>Festival Internacional de Parapente na Aldeia Histórica de Linhares da Beira (Celorico da Beira)</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Aug 2010 00:11:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Castela</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Todos os artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[De 31 de Julho a 14 de Agosto, a Aldeia Histórica de Linhares da Beira está a receber o Festival Internacional de Parapente, uma iniciativa  do Município de Celorico da Beira e da Fundação Inatel.
O parapente vai ser o  rei, em pleno Parque Natural da Serra da Estrela. Estão previstas várias provas internacionais, incluindo a Taça do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">De 31 de Julho a 14 de Agosto, a Aldeia Histórica de Linhares da Beira está a receber o Festival Internacional de Parapente, uma iniciativa  do Município de Celorico da Beira e da Fundação Inatel.<br />
O parapente vai ser o  rei, em pleno Parque Natural da Serra da Estrela. Estão previstas várias provas internacionais, incluindo a Taça do mundo, bem como as acrobacias , executadas por profissionais da modalidade, alguns dos quais Campeões do Mundo.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.turismodeportugal.net/wp-content/uploads/2010/08/parapente-linhares.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-849" title="parapente linhares" src="http://www.turismodeportugal.net/wp-content/uploads/2010/08/parapente-linhares-300x253.jpg" alt="parapente linhares 300x253 Festival Internacional de Parapente na Aldeia Histórica de Linhares da Beira (Celorico da Beira)" width="300" height="253" /></a>O circuito mundial é gerido pela PWCA (Paragliding World Cup Association) que anualmente organiza o circuito de competição para os melhores pilotos a nível Mundial, baseando a organização em padrões e critérios de selecção altamente profissionais.<br />
Aproveite para conhecer o glorioso passado e esta magnífica Aldeia  Histórica de Portugal, com um olhar bem atento ao céu.<br />
Ligeiramente adaptado do blog <a href="http://aldeiashistoricasdeportugal.blogspot.com/2010/07/festival-internacional-de-parapente.html">Aldeias Históricas de Portugal</a><br />
Para saber mais: <a href="http://www.sam-cam.com/linhares/">http://www.sam-cam.com/linhares/</a></p>
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		<title>Praia e Pontal da Bordeira e Carrapateira (Aljezur) (****)</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Jul 2010 01:21:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Castela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Praia da Bordeira-Carrapateira, situada no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, no concelho de Aljezur, é uma das mais belas da Europa e está separada da magnífica praia do Amado (***) pelo pontal da Carrapateira que constitui uma faixa costeira de arribas calcárias altas intensamente recortadas com campos de lapías, pequenas grutas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A <strong>Praia da Bordeira-Carrapateira</strong>, situada no <strong>Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina</strong>, no concelho de <strong>Aljezur,</strong> é uma das mais belas da Europa e está separada da magnífica <strong>praia do Amado </strong>(***) pelo <strong>pontal da Carrapateira</strong> que constitui uma faixa costeira de arribas calcárias altas intensamente recortadas com campos de lapías, pequenas grutas, leixões que é candidato a uma das <strong>7 maravilhas naturais de Portugal</strong>.<br />
<strong>A Praia da Bordeira</strong><br />
Apesar da localidade mais próxima ser a Carrapateira, a praia tomou este nome devido à ribeira que desagua no topo do sul da praia que se encosta as falésias calcárias e que tem o nome de Bordeira pequena aldeia típica próxima da praia e do pontal.<br />
O areal é extenso, com cerca de 3 km, a areia é fina, as ondas são ideais para quem gosta de ligeira turbulência e de surf.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.turismodeportugal.net/wp-content/uploads/2010/07/carrapateira.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-842" title="carrapateira" src="http://www.turismodeportugal.net/wp-content/uploads/2010/07/carrapateira-300x101.jpg" alt="carrapateira 300x101 Praia e Pontal da Bordeira e Carrapateira (Aljezur) (****)" width="300" height="101" /></a>A Norte a praia é limitada por xistos sobrepostos em discordância angular por rochas sedimentares detríticas avermelhados do Grés de Silves formado no início da separação dos continentes americano e europeu no período Triássico, acima deste ainda se encontra uma amarelada duna consolidada Quaternária. Aqui pode ser feito uma belíssima aula sobre a história da Terra. Depois temos então o areal edénico limitado a poente por um campo dunar a lembrar o deserto magrebino. A praia a Sul é interrompida pela já citada ribeira da Bordeira que desagua neste mar maravilhoso e pelas falésias calcárias horizontalizadas numa cenografia inesquecível. Nestas existe um pequeno parque de estacionamento, mas aconselho-o a deixar o carro na localidade da Carrapateira e seguir o troço da ribeira até a praia.<br />
A praia da Bordeira é essencialmente frequentada por surfistas oriundos dos quatro cantos do mundo e por pessoas de bom gosto que demandam por umas férias repousantes numa das mais belas praias da Europa e onde podemos curar as dores de sofrimento inúteis.<br />
<strong>O Pontal da Carrapateira</strong><br />
O Pontal da Carrapateira corresponde a uma faixa costeira com arribas calcárias e margas fossíliferas (foraminíferos, ostracodos, algas calcárias e macrofauna, tal como, gastrópodes, lamelibrânquios, equinodermes e abundantes polipeiros silicificados, entre outros) horizontais do jurássico médio e superior profundamente recortadas que definem enseadas abismais a pique, em que o mar de rochas transparentes e esverdeadas embate com força na rocha.<br />
O topo das arribas corresponde a uma superfície de abrasão marinha e está coberta parcialmente por cascalheiras de um nível de praia quaternária e dunas actuais.<br />
<strong>Associada a magnífica paisagem existe elevada biodiversidade</strong><br />
O Pontal da Carrapateira apresenta habitats prioritários para conservação da natureza a nível europeu, destacando-se as dunas fixas com vegetação herbácea (“dunas cinzentas”), e formações de Cistus palhinhae em charneca marítima, espécie de flora com estatuto de ameaça vulnerável e endemismo ibérico.<br />
No pontal da Carrapateira também pode observar os vestígios de um povoado islâmico de pescadores provavelmente sazonais.<br />
Sendo zona de passagem para aves planadoras e passeriformes migradores, verifica-se todos os anos a deslocação de milhares de aves cruzando o céu, migrando entre as zonas de invernada em África e de nidificação na Europa. Estas são, entre tantas outras, o pisco-de-peito-azul , podendo-se também encontrar aves marinhas e costeiras, em trânsito migratório como o alcatraz ou aves de rapina como a águia-calçada .</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.turismodeportugal.net/wp-content/uploads/2010/07/carrapateira-4.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-843" title="carrapateira 4" src="http://www.turismodeportugal.net/wp-content/uploads/2010/07/carrapateira-4-300x168.jpg" alt="carrapateira 4 300x168 Praia e Pontal da Bordeira e Carrapateira (Aljezur) (****)" width="300" height="168" /></a><br />
As falésias e arribas marítimas constituem também zona de nidificação para diversas espécies de avifauna, como o Guincho ou a águia pesqueira, ou o falcão-peregrino, e outras residentes como o peneireiro comum e o peneireiro-das-torres ou francelho.<br />
Uma das espécies mais comuns nesta costa de arribas marítimas é a Cegonha-branca. Normalmente, nidificam em árvores, prédios velhos, ou postes de electricidade mas – em situação única no mundo – é aqui que encontrarmos os seus ninhos num aparente equilíbrio instável, mas seguros e firmes, sobre as arribas marítimas ou em rochedos junto à costa &#8211; os palheirões.<br />
<strong>Solidão</strong><br />
Estás todo em ti, mar, e, todavia,<br />
como sem ti estás, que solitário,<br />
que distante, sempre, de ti mesmo!</p>
<p style="text-align: justify;">Aberto em mil feridas, cada instante,<br />
qual minha fronte,<br />
tuas ondas, como os meus pensamentos,<br />
vão e vêm, vão e vêm,<br />
beijando-se, afastando-se,<br />
num eterno conhecer-se,<br />
mar, e desconhecer-se.</p>
<p style="text-align: justify;">És tu e não o sabes,<br />
pulsa-te o coração e não o sente&#8230;<br />
Que plenitude de solidão, mar solitário!</p>
<p style="text-align: justify;">Juan Ramón Jiménez, in &#8220;Diario de Un Poeta Reciencasado&#8221;<br />
Tradução de José Bento</p>
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		<title>O Promontório dos Vendavais</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Jul 2010 01:29:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Castela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[E é assim que deverá começar o artigo sobre Cabo Espichel (**) ou Promontório barbárico.
“O promontório atinge cerca de 135 metros de altura e é batido com violência pelas ondas do mar e varrido de forma inclemente por um vento salino e áspero. As brumas marinhas emergem totalmente, mesmo em dias francamente límpidos, o farol [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">E é assim que deverá começar o artigo sobre Cabo Espichel (**) ou Promontório barbárico.<br />
“O promontório atinge cerca de 135 metros de altura e é batido com violência pelas ondas do mar e varrido de forma inclemente por um vento salino e áspero. As brumas marinhas emergem totalmente, mesmo em dias francamente límpidos, o farol e o  Santuário, que constituem um conjunto dolente e fatal. Mas o que mais impressiona são as suas camadas calcárias…”.<br />
Até que ponto estas palavras serão as mais assertivas para o artigo que há-de ser publicado, de que modo é que as emoções desencontradas do dia não estarão a pressionar o texto para uma melancolia do tipo do “Montes dos Vendavais”. A certeza porem é que a sua presença transmudaria a frase para “numa suavidade inevitável”; mas um péssimo pressentimento bate ao ritmo daquelas vagas; partamos daqui rapidamente mesmo sem ver as pegadas dos saurópodes, porque aquelas medonhas arribas parecem ser também um consolo para as almas fustigadas.<br />
13-7-2010 (Cabo Espichel-Sesimbra).</p>
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		<title>Praias da Ilha da Fuseta (Olhão) reabrem após dois meses</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Jul 2010 12:52:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Castela</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Olhão e São Brás de Alportel]]></category>
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		<description><![CDATA[A abertura da Ilha da Fuseta, no Parque Natural da Ria Formosa, é uma boa notícia para o Algarve e para a economia local, que já começava a ser afectada.
“A praia da Ilha da Fuseta, no Algarve, inicia hoje a época balnear, depois de dois meses de interdição na sequência dos efeitos do mau tempo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A abertura da <strong>Ilha da Fuseta</strong>, no <strong>Parque Natural da Ria Formosa</strong>, é uma boa notícia para o Algarve e para a economia local, que já começava a ser afectada.<br />
“A praia da <strong>Ilha da Fuseta</strong>, no Algarve, inicia hoje a época balnear, depois de dois meses de interdição na sequência dos efeitos do mau tempo verificado no <strong>Inverno passado, informou o Ministério do Ambiente. </strong><strong></strong><br />
A forte ondulação e as marés vivas sentidas nos meses de Inverno destruíram dezenas de casas na ilha e originaram a demolição de construções e uma intervenção de emergência, por parte do Ministério do Ambiente.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.turismodeportugal.net/wp-content/uploads/2010/07/Fuseta.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-834" title="Fuseta" src="http://www.turismodeportugal.net/wp-content/uploads/2010/07/Fuseta-300x225.jpg" alt="Fuseta 300x225 Praias da Ilha da Fuseta (Olhão) reabrem após dois meses" width="300" height="225" /></a>«No quadro desta primeira intervenção, procedeu-se à demolição das casas, remoção dos escombros e limpeza do areal e leito da ria e de seguida ao fecho da barra aberta pelos temporais e ao reforço do cordão dunar na zona mais fragilizada da praia», explicou o ministério, numa nota enviada às redacções.<br />
A tutela do Ambiente informou ainda que foi construído um novo cais de embarque, acessos renovados à zona balnear e dois apoios de praia com características provisórias, que serão substituídos por estruturas definitivas depois da época balnear.<br />
«Esta intervenção tornou-se necessária para permitir o uso balnear em condições de segurança e a continuação das actividades económicas e náuticas na ilha», indicou.<br />
O ministério tutelado por Dulce Pássaro acrescenta que, depois desta primeira intervenção, será aberta uma nova barra, já em execução, no sítio da Toca do Coelho, a nascente do canal da Fuseta”.<br />
Fonte: <a href="http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=114&amp;id_news=458374">Diário Digital</a></p>
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		<title>Praça-forte de Almeida (Aldeia Histórica de Portugal) (***)</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Jun 2010 23:32:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Castela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sabia que…a fortaleza de Almeida é uma lição em pedra da arquitectura militar barroca e é também um espaço de imensa evocação histórica?
Esta fortaleza é a mais monumental das nossas praças de armas abaluartadas. Outras praças-fortes notáveis de Portugal, na mesma tipologia e que se encontram candidatas a Património Mundial da Humanidade são: Valença do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Sabia que…a <strong>fortaleza de Almeida</strong> é uma lição em pedra da arquitectura militar barroca e é também um espaço de imensa evocação histórica?<br />
Esta fortaleza é a mais monumental das nossas praças de armas abaluartadas. Outras praças-fortes notáveis de Portugal, na mesma tipologia e que se encontram candidatas a Património Mundial da Humanidade são: <strong>Valença do Minho</strong> (**) e de <strong>Elvas</strong> (***).<br />
Indico apenas alguns números impressivos, para que não cesse o seu desejo de aqui vir e testemunhar uma das mais pungentes e melhor conservadas relíquias militares da Península Ibérica. A profundidade do fosso alcança doze metros com a largura mínima de 10 m, e máxima de 62 m. A área total da Praça é de 650000 metros quadrados e o seu perímetro é de 2500 m.<br />
<strong>A fortaleza de Almeida é uma magnífica obra-prima da Engenharia Militar barroca </strong><br />
A <strong>praça-forte de Almeida</strong> em vista área é uma estrela monumental com doze recortes (seis baluartes e seis revelins), não muito simétricos.<br />
“Como em todas as praças do tipo Vauban, o polígono é geometricamente recortado em reentrâncias e saliências angulares agudas, que obedeciam aos princípios estabelecidos de enfiamento e cruzamento de tiro de táctica do século XVII e XVIII. Os taludes de terra assentam em muros aparelhados de granito, de leve inclinação.<br />
Cada ângulo do polígono remete para o exterior, em forma de lança, o baluarte e que em Almeida são 6: São Pedro, Bandeira, do Trem, de Santa Bárbara, de São João de Deus e de São Francisco. Em face das cortinas e entre cada par de baluartes, erguem-se como pequenos fortins insulares, acessíveis pelo fosso, os revelins (da Cruz, da Brecha, de Santo António, do Paiol, Doble e dos Amores)”1.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.turismodeportugal.net/wp-content/uploads/2010/06/fortaleza-de-almeida-aldeia-historica.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-823" title="fortaleza-de-almeida-aldeia-historica" src="http://www.turismodeportugal.net/wp-content/uploads/2010/06/fortaleza-de-almeida-aldeia-historica-300x226.jpg" alt="fortaleza de almeida aldeia historica 300x226 Praça forte de Almeida (Aldeia Histórica de Portugal) (***)" width="300" height="226" /></a>O acesso da Praça faz-se, por duas portas duplas (São Francisco e Santo António), colocadas em revelins, abertas em túnel, com abóbadas à prova de bomba e que ostentam as armas reais. Apesar de terem uma austeridade castrense não estão isentas de beleza.<br />
Nos relvados delicados do fosso entre revelins e baluartes, pastam pequenos rebanhos e brincam os rapazitos da vila. A toda a volta o planalto indefinido, que a norte encontra a muralha quartzítica da <strong>Marofa</strong> (*). É uma paisagem tranquila e rica de encantos, principalmente na Primavera, quando as searas ondulam. Aquela serena amplidão verde, contrasta com as cruéis batalhas do passado que avassalaram Almeida.<br />
<strong>Um pouco de história de Almeida</strong><br />
A colina de Almeida terá sido provavelmente um povoado proto-histórico romanizado com ocupação constante até aos nossos dias.<br />
A povoação árabe chamava-se <em>Talmeyda</em>, que significava mesa, exprimindo bem a topografia da sua implantação, em constaste com  a altaneira <strong>Marofa</strong>, ao fundo, que nessa mesma língua significava “guia”.<br />
Fadada para sofrer guerras, passou várias vezes de mão sarracenas a cristãs, e vice-versa. E mesmo nas mãos de cristãos as compitas continuaram, desta vez entre leoneses e portugueses. O inevitável Dom Dinis assegurou a sua posse definitiva em 1297 pelo tratado de Alcanices.<br />
Dom Manuel I ordenou novas ampliações na fortaleza e a remodelação do castelo manuelino, arrasado por uma explosão em 1810. As escavações arqueológicas, puseram em evidência as suas ruínas, com o seu enorme fosso. O castelo era belíssimo, como se pode constatar pelos desenhos de Duarte de Armas e esteve envolvido na sua reforma o genial arquitecto do <strong>Mosteiro da Batalha</strong> (*****), Mateus Fernandes.<br />
Mas foi  a partir da Guerra da Restauração que a praça foi sendo (re) construída até aos finais do século XVIII.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.turismodeportugal.net/wp-content/uploads/2010/06/Fortaleza-de-almeida.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-822" title="Fortaleza de almeida" src="http://www.turismodeportugal.net/wp-content/uploads/2010/06/Fortaleza-de-almeida-300x200.jpg" alt="Fortaleza de almeida 300x200 Praça forte de Almeida (Aldeia Histórica de Portugal) (***)" width="300" height="200" /></a><br />
Quem quiser conhecer uma praça fortaleza, tem tudo aqui e quase intacto: Baluartes, revelins, fossos, monumentais muralhas, hospital de sangue, canhoerias, plataformas, flancos de bastião, túneis abobadados, portas à prova de Bomba, quartéis, paióis, depósitos, forjas, oficinas, casamatas, edifícios de Estado-Maior&#8230;<br />
<strong>A terrível explosão de Almeida em 26 de Agosto de 1810 </strong><br />
Foi constante a participação da Praça-Forte de Almeida, nas campanhas da Restauração seiscentistas e  nas guerras napoleónicas.<br />
Aqui está uma pequena história como exemplo. Massena quis iniciar a 3ª invasão francesa com vitória prestigiosa e veio assaltar Almeida. Estabeleceu cerco e na madrugada de 26 de Agosto de 1810 abriu fogo. Ao fim da tarde, dois projécteis  caíram no velho Castelo sobre pólvora deixada no chão, que serviu de rastilho. A terrível explosão arrasou parte da vila, a igreja matriz e o Castelo medieval e matou cerca de 500 pessoas e abriu várias brechas na muralha. Ainda prosseguiria a resistência até à tarde do dia seguinte, mas por fim  a praça capitulou.<br />
No século XIX, durante o período das lutas liberais (1832-1834), mais uma vez a localidade é palco de confrontos pela posse desta Praça. Esta transitou entre Absolutistas e Liberais, servindo as Casamatas de prisão para 1500 presos políticos. Só em 1927 a fortaleza deixou definitivamente de ter funções militares.<br />
Já não se ouvem agora rufares de tambores, ritmos de marchas de parada, gritos feéricos ou o ribombar dos canhões, mas os baluartes de Almeida são ainda um bastião da nossa nacionalidade, que nos deve recordar de sobremaneira para aquilo que não podemos perder &#8211; o orgulho de sermos portugueses&#8230;E “<strong>Alma até Almeida</strong>”.  <br />
<strong>Almeida é uma das doze Aldeias Históricas de Portugal</strong> e pretende <strong>candidatar-se a Património Mundial da Humanidade</strong>, numa candidatura transfronteiriça conjuntamente com outras praças-forte do tipo Vauban. A candidatura simboliza a recente fraternidade entre os dois povos e faria acrescer o fluxo turístico.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.turismodeportugal.net/wp-content/uploads/2010/06/fortaleza-de-almeida-aldeia-historica-1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-824" title="fortaleza-de-almeida-aldeia-historica-1" src="http://www.turismodeportugal.net/wp-content/uploads/2010/06/fortaleza-de-almeida-aldeia-historica-1-300x105.jpg" alt="fortaleza de almeida aldeia historica 1 300x105 Praça forte de Almeida (Aldeia Histórica de Portugal) (***)" width="300" height="105" /></a><strong>Candidatura das Aldeias Históricas de Portugal (região centro) a Património Mundial da Humanidade</strong><br />
A candidatura simboliza a recente fraternidade entre os dois povos e faria acrescer o fluxo turístico espanhol a Almeida.<br />
Uma outra hipótese que me ocorre, será candidatar todo o conjunto das doze Aldeias Históricas beirãs, incluindo Almeida, a Património Mundial da UNESCO, e relacioná-las com uma das mais antigas fronteiras entre nações da humanidade. Seria uma enorme mais-valia para todo o interior de Portugal; a candidatura teria à força de um todo nacional. O turismo é uma das tábuas de salvação de toda esta belíssima região.  <br />
<strong>A Vila de Almeida </strong><br />
O conjunto inserido dentro do sistema de fortificações, é uma estrutura ordenada e mesmo regular de ruas direitas e largos bem abertos e definidos. É um vasto conjunto harmónico de edifícios do século XIX com influência castrense, na sua rígida geometria de formas e que tem sido muito bem restaurado ao abrigo do programa das Aldeias Históricas. Entre os edifícios intramuros destaco: o Quartel das Esquadras, os alicerces do antigo castelo manuelino, a Pousada, a Casa da Roda, o Picadeiro de El´Rei e os edifícios dos Paços do Concelho (Antigo Quartel da Artilharia). Nas casamatas foi inaugurado recentemente um Museu Histórico-Militar.<br />
<strong>A literatura e Almeida</strong><br />
Entre os muitos romances relacionados com Almeida aconselho dois: Lillias Fraser de Hélia Correia, provavelmente o melhor ou as aventuras de Sharpe no quinto volume, “SHARPE E O OURO. A Destruição de Almeida.1810”, óptimas aventuras de literatura ligeira de Bernard Cornwell.<br />
Antes de terminar, quero dizer aos leitores que já elegi o meu lugar para meditar em Almeida, e no meu caderno de viajante, tirei alguns apontamentos que me serão úteis nestas humildes “entradas”.<br />
É no baluarte de Santa Bárbara, também conhecido como Praça Alta; pequena plataforma lajeada de uma bateria com algumas árvores que me fazem sombra. Escuto algumas aves, a primavera está próxima. Medito sobre a condição humana e diálogo com o falecido John Beresford nas batalhas napoleónicas de 1812.<br />
- Como explicas caro tenente, que toda a arquitectura militar, exerça sobre mim, o mais pacífico e  pacifista cidadão, tão estranho fascínio?<br />
Respondes-me por intermédio de Lord Byron, teu conterrâneo- “Depois do sofrimento e horror, que culminou na minha morte, a beleza renasceu e envolveu-nos”.<br />
<strong>Créditos fotográficos</strong>: Um agradecimento especial ao amigo <a href="http://www.1000imagens.com/autor.asp?idautor=109&amp;t=13#portfolio">José Luís Mendes </a>por me ter cedido a fotografia a preto e branco.</p>
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		<title>Anta da Arcainha (Casa da Moura ou Dólmen do Seixo da Beira-Oliveira do Hospital) (*)</title>
		<link>http://www.turismodeportugal.net/2010/06/anta-da-arcainha-casa-da-moura-ou-dolmen-do-seixo-da-beira-oliveira-do-hospital/</link>
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		<pubDate>Fri, 25 Jun 2010 02:23:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Castela</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Estilos artísticos]]></category>
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		<category><![CDATA[Oliveira do Hospital]]></category>
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		<description><![CDATA[Das cinco antas do concelho de Oliveira do Hospital esta é a que se encontra melhor conservada. Foi recentemente restaurada e é um monumento megalítico muito completo. Aproveito ainda este artigo para explicar o que são “antas” e relaciona-las com o culto dos mortos e a esperança de vida no além.
Quem viajar de automóvel na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Das cinco antas do concelho de Oliveira do Hospital esta é a que se encontra melhor conservada. Foi recentemente restaurada e é um monumento megalítico muito completo. Aproveito ainda este artigo para explicar o que são “antas” e relaciona-las com o culto dos mortos e a esperança de vida no além.<br />
Quem viajar de automóvel na estrada entre as Caldas da Felgueira (*) e a bonita aldeia do Ervedal da Beira, pode encontrar facilmente, a partir do Seixo da Beira, este representativo mausoléu pré-histórico num local conhecido como Laje de Linhares, topónimo provavelmente sugerido pela laje de cobertura.<br />
<strong>O que é o megalitismo?</strong><br />
O megalitismo (do grego mega=grande e lithos=pedra) é o conjunto de manifestações humanas utilitárias, artísticas, simbólicas e religiosas que ocorreram no território português entre os 4500 a.C. (Período Neolítico) até a reutilização, quase, final na Idade do Bronze (1800/700 a.C.) e existindo em toda a Europa Ocidental e Central.<br />
As manifestações megalíticas mais conhecidas são as antas e os menires, mas muitas existem como as mamoas sem corpos líticos, os tholoi, os hipogeus, ou o enterramento em grutas.<br />
<strong>O que são antas/dólmenes?</strong><br />
Os dólmenes, as mais antigas formas de arquitectura no nosso território, eram túmulos comunitários. Nas câmaras podem encontrar-se dezenas de enterramentos, feitos ao longo de centenas de anos; os indivíduos poderiam pertencer apenas a membros significativos da comunidade. Também podem ser conhecidos em Portugal como orcas, arcas, arquinhas, palas ou antelas. O nosso País é um dos países com o maior número de antas existentes, talvez devidas as extensas manchas de rochas plutónicas mais resistentes à meterorização (granitos).<br />
São constituídas por grandes pedras elevadas &#8211; os esteios, que estruturam dois espaços distintos: uma câmara e corredor. A câmara está coberta por uma pedra maior a “tampa”, “chapéu” ou “mesa”. O corredor é mais baixo que a câmara e serve-lhe de acesso.<br />
A estrutura pétrea encontrava-se encerrados dentro de montículos artificiais de terra (tumulus) e pedras (cairns) e são conhecidos por mamoas, mamoelas ou mamoinhas (tendo a sugestiva forma de um seio destacado na paisagem). Constituíam uma espécie de uma caverna artificial onde se sepultavam os defuntos, praticando-se deposições sucessivas acompanhadas do respectivo mobiliário votivo. Quem vinha do exterior, penetrava na obscuridade da mamoa através de um corredor baixo, para chegar à câmara funerária. Esta sensação única ainda pode ser efectuada em algumas antas portuguesas por exemplo na <strong>Arquinha da Moura</strong> (Lageosa do Dão) (***). O respectivo espólio indica-nos que os povos tinham uma economia dominante agro-pastoril.  <br />
<strong>Estrutura e Idade da Anta do Seixo da Beira</strong><br />
A câmara apresenta uma planta poligonal de noves esteios, com a altura entre três a quatro metros, que suportam um belo chapéu, quase horizontal, com as dimensões 0.3m x 3.5m x 4m. Tem ainda a mamoa envolvente e corredor extenso com esteios parcialmente partidos e que foram restaurados. Como quase todas as antas abre-se a Nascente, de onde se avista a Cordilheira Central de Portugal- principalmente a granítica Serra da Estrela.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.turismodeportugal.net/wp-content/uploads/2010/06/anta-da-arcainha-seixo-da-beira.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-818" title="anta-da-arcainha-seixo-da-beira" src="http://www.turismodeportugal.net/wp-content/uploads/2010/06/anta-da-arcainha-seixo-da-beira-300x225.jpg" alt="anta da arcainha seixo da beira 300x225 Anta da Arcainha (Casa da Moura ou Dólmen do Seixo da Beira Oliveira do Hospital) (*)" width="300" height="225" /></a>A anta está datada do final do período Neolítico, e na intervenção pela arqueohoje em 2007 foram encontrados cerâmicas e vasos com forma própria e decoração típica do final do período da Idade do Cobre, início da Idade do Bronze.<br />
<strong>No Concelho de Oliveira do Hospital existem mais quatro antas conhecidas:</strong><br />
Dólmen da Sobreda , a Anta da Cavada nos Fiais da Beira, a Anta do Pinheiro dos Abraços na Bobadela (perto das ruínas romanas da Bobadela (**) e a anta do Vale Cerejo no Ervedal da Beira.<br />
A zona de maior concentração dolménica em Portugal- e de toda a Europa- é o alto Alentejo, logo de seguida pela região centro granítico, em redor do aro de Viseu.<br />
Outras antas ou complexos de antas notáveis que existem nesta região, e cito apenas algumas, são a de Antelas (Oliveira de Frades) (***), Arquinha da Moura (Lageosa do Dão) (***), Juncais (Queiriga) (*), Cunha Baixa (*), ou ainda o circuito pré-histórico Fiais/Azenha (**) no concelho de Carregal do Sal.<br />
<strong>As antas são lugares onde se deseja a eternidade e o Renascimento</strong><br />
As antas são ainda:<br />
- um espaço físico concreto &#8211; para o ausente, que se torna presente e diminui o impacto da angústia de morte (os que vão sentir o seu afastamento e que esperam o seu próprio fim inevitável).<br />
- Um acto fúnebre para além do sofrimento, é também um momento de reflexão, sobre aquilo que fomos, somos e seremos; também daqui emana a emoção do mistério. Os dólmenes são “pedras mágicas” que promovem o pensamento filosófico e místico.<br />
 - As antas pretendem anular o sofrimento, “como é possível que o “eu”, tão sensível e inteligente, tão superior as plantas e aos animais, fenecer e ser transformado em nada e minerais? Como é possível isto acontecer aos indivíduos que amámos? As antas são assim ante-câmaras da eternidade. No cerne dos dólmenes está a razão maior da existência de todas as religiões, uma resposta as nossas angústias, expectativas e consequente domesticação da natureza e da morte – ou seja da realidade nua e crua. <br />
- As antas são magníficos espaços cénico-rituais que serviam de marco identitário e de coesão as tribos que as construíam.<br />
  -Provavelmente apenas uma pequena parcela da comunidade tinha direito à este tipo de sepulcro- provavelmente algum tipo de elite emergente, para quem os outros teriam obrigações, incluindo após a vida. Os mortos por sua vez rodeados de ofertas votivas poderão ter a função de interceder no além, (poder-se-ia falar de Deus (es)?) pela qualidade de vida da tribo, aumentando-lhe a durabilidade da vida, reduzindo-lhe o sofrimento e melhorando as suas colheitas. <br />
<strong>Uma hipótese generosa da crença de uma vida no além</strong><br />
Todas as antas orientam os seus corredores para nascente, o que revela um culto luminoso e solar que fecundariam as antas, “espaços femininos sexuais” ligado talvez a Deusa-mãe. Depois de enterrados subterraneamente num espaço simbólico &#8211; religioso de forma uterina- a câmara, fecundados, os mortos voltariam a nascer (e dai o seu acompanhamento por mobiliário votivo, da cerâmica, aos utensílios de caça), percorrendo o corredor (“estrutura vaginal”) e assomariam para a Luz.<br />
<strong>Para si, viajante, tente decifrar estas pedras mágicas na paisagem</strong><br />
Mas tudo isto é um mistério e uma incógnita e peço ao passante que aqui venha, para ver e estar, com estas pedras pensantes e mágicas, que chegue às suas próprias conclusões, por mais estrambólicas que sejam e que as exponham aqui nos nossos comentários.<br />
<strong>5 antas notáveis na região</strong><br />
- Anta da Arquinha da Moira (Lageosa do Dão) (***)<br />
- Anta de Antelas (Oliveira de Frades) (***)<br />
- Anta da Cunha Baixa (*)<br />
- Orca dos Fias da telha (integrada no circuito arqueológico de Fias/Azenha) (**)<br />
- Anta dos Juncais na Queiriga (**)<br />
Post dedicado às gentes laboriosas da região da Cordinhã<br />
<strong>Bom turismo! </strong></p>
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